Marco zero
é estar sem terra
sem teto
vento de rua
crua vida
deixaste aberta a ferida
e o peito agora sangra.
Ou não (des)anda
(des)ama.
Meu aluguel no seu
coração venceu?
Pago mesmo que para isso cortem
a luz ou os pulsos
espera um pouco mais.
Vem chegando o fim do mês
e depois um outro cais
onde também cobram caro.
Suruba Poética
10 de setembro de 2011
V
Não é o fim do caminho,
não precisa desalinho.
No começo, peregrino
é preciso, desatino.
Foi uma encruzilhadas tecida
em loucas viagens
você em mim.
As bagagens não deixamos,
nem foi preciso.
É um bondinho em férrea estrada
e cada estrada, seu caminho.
Novelinhos da sacada,
mesmo ninho
nova a estrada.
não precisa desalinho.
No começo, peregrino
é preciso, desatino.
Foi uma encruzilhadas tecida
em loucas viagens
você em mim.
As bagagens não deixamos,
nem foi preciso.
É um bondinho em férrea estrada
e cada estrada, seu caminho.
Novelinhos da sacada,
mesmo ninho
nova a estrada.
IV
Sublinhar
Sub lunar
Súbito sonhar
Súdito idealizar
Se jogar
mergulhar
beber demais
e sonhamar
Deixar-se inebriar
e no tempo certo
ser nova
Ser prova de
deserto habitável
em minguância luaz
Tem sabor, sei,
alcaçuz.
Tens fulgor, sei,
crescente luz.
Sub lunar
Súbito sonhar
Súdito idealizar
Se jogar
mergulhar
beber demais
e sonhamar
Deixar-se inebriar
e no tempo certo
ser nova
Ser prova de
deserto habitável
em minguância luaz
Tem sabor, sei,
alcaçuz.
Tens fulgor, sei,
crescente luz.
III
Eu pulei
passei
de lado
atado
fardo
de ter.
Me lancei, fiquei
cravei fundo em você.
Eu voei, sonhei
desarmado
alado
suado
de morrer.
Vivo pra te saber.
Espinhaço, sangrando,
sagrado,
crucifixo em mão descrente
penitente, de pés alados
mas sempre preso
peso
nos seus fados.
passei
de lado
atado
fardo
de ter.
Me lancei, fiquei
cravei fundo em você.
Eu voei, sonhei
desarmado
alado
suado
de morrer.
Vivo pra te saber.
Espinhaço, sangrando,
sagrado,
crucifixo em mão descrente
penitente, de pés alados
mas sempre preso
peso
nos seus fados.
28 de agosto de 2011
II
Te vejo de ângulos obtusos
Vastos, curvos, traços, vultos.
Retas linhas
dos meus planos
Finas linhas, paralelos
Entrelinhas completas por esmeros
fazem parte de dois.
Da quadrada janela
avisto tua arquitetura
teu olhar lunar noutra
dimensão.
Vastos, curvos, traços, vultos.
Retas linhas
dos meus planos
Finas linhas, paralelos
Entrelinhas completas por esmeros
fazem parte de dois.
Da quadrada janela
avisto tua arquitetura
teu olhar lunar noutra
dimensão.
I
Vá se fuder
eu te passo
num mormaço
de prazer.
Vai e vem.
Em tí ser.
Não vai!
Vem me fuder.
Me ter.
Me ser.
Tão.
eu te passo
num mormaço
de prazer.
Vai e vem.
Em tí ser.
Não vai!
Vem me fuder.
Me ter.
Me ser.
Tão.
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