Eu pulei
passei
de lado
atado
fardo
de ter.
Me lancei, fiquei
cravei fundo em você.
Eu voei, sonhei
desarmado
alado
suado
de morrer.
Vivo pra te saber.
Espinhaço, sangrando,
sagrado,
crucifixo em mão descrente
penitente, de pés alados
mas sempre preso
peso
nos seus fados.
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